Uma audiência pública foi realizada
esta semana, na Câmara Municipal de Porto Velho, para tratar sobre a
implantação do Uber, um aplicativos de mobilidade urbana, na capital.
Representantes dos sindicatos dos taxistas e mototaxistas estiveram presentes
na audiência para reivindicar a instalação e execução do aplicativo.
Segundo o
vereador Edvilson Negreiros, o objetivo da audiência foi levar à sociedade
informação sobre a verdadeira situação do município na questão do transporte. A
ideia principal é não tirar o direito das pessoas que já prestam serviço na
área do transporte no município, um total de 750 taxistas e 650 mototaxistas
cadastrados.
“Nossa ideia nesse primeiro momento
é regulamentar definitivamente quem quer operar no sistema do aplicativo. Não
vai ser proibido mas vai ter que ser regularizado pela Prefeitura Municipal de
Porto Velho”, declara.
O serviço Uber
não exige verificação da documentação do carro e é um aplicativo em que o
interessado poderá trabalhar com veículos alugados e emprestados. Mas de acordo
com o vereador, com o cadastramento na prefeitura, vai ser possível fiscalizar
o veículo que entrar no aplicativo.
“Nós estamos
coibindo a forma que eles querem para operar no nosso sistema. Depois dessa
audiência pública, vamos marcar a votação. Vamos discutir com o prefeito sobre
essa questão”, informa Negreiros.
O aplicativo
oferece um serviço conhecido e utilizado em vários estados do país, que
aproxima e conecta o passageiro e o motorista pelo meio eletrônico. Os
interessados em realizar o trabalho têm que fazer um cadastramento obrigatório
no sistema. A estudante Jhuly Carvalho disse que já usou o aplicativo em outro
estado e aprova a ideia da implantação do programa em Rondônia.
“Eu acho interessante
porque querendo ou não, dá para a gente conhecer a pessoa. Podemos ver a foto e
tem um histórico dela, um currículo que a gente pode ver. Já o taxi não tem
isso, não tem um contado visual da pessoa. Vai melhorar principalmente a
questão da qualidade do serviço e também na questão do valor”, declara a
estudante.
Para o taxista Lucio Miranda, que
atua há 10 anos na área, a população ainda não sabe a verdade sobre o que é o
sistema Uber. Segundo ele, o aplicativo cadastra qualquer tipo de pessoa. Entre
as exigências dos funcionários na categoria dos taxistas, está incluído que
eles não podem ter outro vínculo empregatício, e antes de entrar na categoria,
eles devem apresentar os antecedentes criminais de todas as varas. Ele ainda
pede que o poder público tome providências.
“O que o
regulamento diz para nós taxistas é que nós temos que ter ficha limpa e não
podemos ter nada pendente com a Justiça. Queremos lutar pelo nosso direito, uma
vez que o poder público escolta todas essas responsabilidades, e que nesse
momento, o poder público se manifeste e coloque a casa em ordem”, desabafa o
motorista.
De acordo com o
presidente do rádio táxi do município, Pedro Braga, a perca será grande e
reduzirá muito o trabalha, além disso, os usuários de táxi não chegam a 100
mil. “Eu não acredito que o Uber é solução. O motorista que trabalha lá é um
ser humano igual a mim. Eu posso prestar um bom serviço, e o motorista do deles
também. Agora, a população gosta da moda do momento, e Porto Velho não tem
consumidor nem pra Uber e nem para taxi”, relata.
Informações: g1 RO
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